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Consumo e dádiva: uma linguagem das relações

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Os CDs trocados no amigo oculto, o presente caríssimo que os pais têm de dar ao filho no Natal e os objetos de baixo valor em disputa nos processos de herança e separação fazem parte de um código de comunicação, que todos compartilhamos. Aqueles que não dominam essa linguagem colocam suas relações em risco. É o que explica a antropóloga Maria Claudia Coelho, diretora do Instituto de Ciências Sociais da UERJ e autora do livro O Valor das Intenções: Dádiva, Emoção e Identidade (Editora FGV). Nesta entrevista, a pesquisadora carioca comenta como hierarquias de gênero se expressam na troca de presentes entre marido e mulher; discute a sociedade de consumo e reflete sobre a hostilidade provocada pela dádiva que não pode ser retribuída. “O presente tem um potencial de insulto, como as palavras”, adverte.

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As escolas precisam se reinventar

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Seu filho está jogando no computador ao invés de estudar? Antes de dar uma bronca, olhe bem. Pode ser que ele esteja aprendendo matemática. Ao menos, se ele for um dos alunos conectados a uma plataforma de ensino, recurso que escolas começam a adotar para facilitar o aprendizado na sala de aula e além dela. Rafael Parente, PhD em Educação pela New York University (NYU) e criador da start up de educação Aondê, é um entusiasta dessas ferramentas. Como subsecretário de Educação do Município do Rio de Janeiro, entre 2009 e 2013, na equipe de Claudia Costin, Parente implantou na rede pública o Pé de Vento, um projeto de apoio à alfabetização baseado em jogos e personagens.

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A era do individualismo em rede

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Diretor de internet e tecnologia no Pew Research Center, em Washington D.C., Lee Rainie escreveu seis livros sobre o tema. Sua última obra – Networked: The new social operating system, escrito em parceria com Barry Wellman – traça um panorama dos impactos da internet e da conectividade sobre a sociedade. O livro ganhou elogios do sociólogo Manuel Castells, conhecido como maior estudioso das redes sociais. “Bem documentado, bem pensado e escrito com clareza, este livro se tornará leitura indispensável para profissionais e estudantes”, recomendou Castells. Nesta entrevista, Rainie  fala sobre os desafios e as oportunidades provocadas pela “tripla revolução” das redes sociais, da internet de alta capacidade e dos dispositivos móveis. E avisa: “a quarta revolução já está em andamento”.

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Estamos criando a gerontolescência

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Formado em Medicina, o carioca Alexandre Kalache viu longe ao apostar, ainda nos anos 1970, em um Brasil de população majoritariamente jovem, numa carreira dedicada ao envelhecimento. Doutor em Saúde Pública pela Universidade de Oxford, Kalache foi diretor do Programa Global de Envelhecimento e Saúde da Organização Mundial da Saúde (OMS) por 14 anos. Em 2012, criou, no Rio de Janeiro, um “Centro Internacional da Longevidade”. Tornou-se, em seguida, presidente da aliança global destes centros. Hoje, como consultor internacional sobre o tema do envelhecimento, o septuagenário Kalache personifica um perfil cada vez mais comum de idoso: ativo, independente e produtivo. É um grupo que ele chama de gerontolescentes: entre 55 anos e 80 anos, eles já deixaram a juventude, mas seguem cheios de projetos e determinados a aproveitar a vida e a contribuir para a sociedade.

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A Justiça não pode resolver todos os problemas

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Andréa Pachá passou 15 dos seus 23 anos como juíza em varas de família, decidindo sobre guarda de filhos, ações de paternidade, casamentos e divórcios. Em mais de 20 mil audiências, a ex-produtora teatral e frequentadora de cursos de roteiro acumulou um conhecimento aprofundado sobre as relações de afeto, que transformou em dois livros de crônicas: A vida não é justa − Amores e outros conflitos reais segundo uma juíza” (Agir) e “Segredo de Justiça” (Harper Collins).  Escritos numa prosa elegante e sensível, isenta de juridiquês, as obras inspiraram um quadro no programa “Fantástico” e lhe valeram o convite para atuar como comentarista na rádio CBN.  Nesta entrevista, realizada no Fórum do Rio de Janeiro, a juíza, hoje titular da 4º Vara de Órfãos e Sucessões, comenta os desafios representados pelos novos modelos de famílias, critica a excessiva judicialização dos conflitos e revela que sua experiência como juíza a ensinou a lidar com seu próprio divórcio.

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